O Pelourinho de Chaves

Localizado no lado esquerdo da Igreja Matriz, o pelourinho não passa desapercebido e portanto a maior parte do tempo fica bastante escondido, pelos menos a base, por uma duzia de carros estacionados ao redor.

Em Portugal, os pelourinhos ou picotas (esta a designação mais antiga e popular) dos municípios localizavam-se sempre em frente ao edifício da câmara, desde o século XII. Muitos tinham, no topo, uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos para a vergonha pública. Noutros locais, os presos eram amarrados às argolas e açoutados ou mutilados, consoante a gravidade do delito e os costumes da época. O Pelourinho era também prova e instrumento da jurisdição feudal.

O pelourinho de Chaves, de estilo manuelino, foi construído em frente aos Paços do Concelho na Praça da República em 1515 como símbolo maior da autonomia judicial. No finais do ano 1864, os velhos Paços do Concelho foram demolidos e vendidos à Sociedade Civilisadora Flaviense, para no seu terreno se construir a nova sede daquela sociedade. Em 1870, o pelourinho foi apeado. Em vez de o transferirem para frente do novo edifício, ergueram-no no pequeno largo da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel. Ums anos depois, foi novamente apeado para a construção de um fontanário no local; o seu fuste e capitel estiveram arrumados muitos anos no quintal do Tenente Coronel Sousa Machado, no largo da Madalena. Foi em 1910 depois de proclamada a República que houve a ideia de o reerguer frente à Câmara.

A principal característica do pelourinho de Chaves é o capitel com molduras e um friso com decoração vegetalista, onde coexiste uma pirâmide truncada invertida lavrada nas faces. De um lado do capitel as armas do reino, do outro as de Chaves: brasão com as armas de Portugal, com bordadura de oito castelos, ladeado por duas chaves com grandes palhetões de três dentes voltados para cima e para o centro; servindo de apoio, troço de ponte constituído por quatro arcos. Sobre os cantos do tabuleiro formado pelo capitel destacam-se quatro colunelos torcidos, tendo ao centro um outro liso e maior, encimado por bocel e esfera armilar, que em tempos servira de ornato a um chafariz, e pôs-se-lhe à volta 4 pináculos.

Para a base que está constituído por cinco escadas , foi-se buscar os elementos de um cruzeiro que em tempos houve quase à entrada do caminho para a Capela do Pópulo.

 

The Pillory of Chaves

Located on the left side of the Main Church, the pillory does not go unnoticed and yet, it is partly hidden most of the time, at least the base, by a dozen of cars parked all around.

In Portugal, pillories are stone columns placed in a public place the city or town from the 12th century, where criminals were exposed to public shame, and the prisoners were bound and beaten and mutilated, according to the seriousness of the offense and the customs of the time. The Pillory was also an instrument and proof of feudal jurisdiction.

The Pillory of Chaves of the Manueline style, was built in front of the Town Hall, in the Praça da Republica in 1515 like a symbol of the judicial autonomy. At the end of the year 1864, the old Town Hall was demolished and sold to the Sociedade Civilisadora Flaviense, which built its new headquarters. In 1870, the Pillory is dismantled.

Instead of being transfered in front of the new Town Hall, the pillory is raised in the little square of Madalena. An iron weathercock is placed in the captain. A couple years after, the pillory is dismantled again to build a fountain instead. The column and captain are stored for several years in the land of the Lieutenant Colonel Sousa Machado, in the square of Madalena. In 1910, when the Republic was proclaimed, the Pillory of Chaves is raised again in front the Town Hall.

The Pillory is made of a platform with five steps based on a single reinforced step with the same configuration. The stem of the pillory column stands on a large parallelepiped chamfered corners and framed in the lower and upper regions, enrolling at the log spiral Manueline that compose it. But most of all the captains, where it coexists an inverted truncated pyramid drawn on the faces – one of which bearing arms – making square board topped by twisted small columns on the corners and a fifth, center, support the armillary sphere.

Pelourinho de Chaves (1)Pelourinho de Chaves (2)

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s