A Festa dos Povos em Chaves – Visita guiada em Aquae Flaviae

Visitas guiadas foram organizadas à margem da “Festa dos Povos” no sábado 22 e domingo 23 de Agosta de manhã. Estando flaviense desde sempre, conheço muitas coisas sobre Chaves mas é sempre bom ouvir novamente a história da nossa cidade, ainda mais por um arqueólogo. Assim, decidiu ir à visita no domingo e é arqueólogo Rui Lopes quem trabalha para a Câmara, nos levou num périplo urbano a través da cidade romana Aquae Flaviae durante duas horas e meia.

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Encontro às 10 horas da manhã na Praça de Camões com um céu cinzento onde a chuva não estava muito longe… Somos mais o menos um grupo de 30 pessoas. Começamos a visita com o Museu da Região Flaviense onde estão expostos várias peças e vestígios da época romana. Depois vamos direito ao castelo onde podemos ver um resto da muralha seiscentista. Aprendemos que o jardim do Castelo era os quartéis da Cavalaria até aos anos 50 e que os bairros na direção as termas eram um cemitério romano. A Capela Santa Catarina que está situada hoje na Rua do 1º Dezembro, estava antes no sitio do jardim.

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Seguimos na Rua Tulha para admirar antigas varandas medievais. Todas estas casas estão ligadas umas aos outras pela uma porta que nos tempos medievais e de guerra, eram utilizadas pelos habitantes para fugir.

Direção Rua Bispo Idácio para descobrir que no prédio do Centro de Emprego, esta escondida uma capela ornada com o brasão mais velho de Chaves. Podemos também ver esta igreja atrás na rua de Santo António.

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Continuamos e entramos num local de trabalho que pertence a Câmara e que foi inteiramente renovado e adaptado em um espaço musealizado, misturando os modernos escritórios com as muralhas, e outros vestígios romanos. Na época séiscentista, o prédio era a cadeia de Chaves e depois a sede da PSP até os anos 80.

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A actual rua da Trindade situada entre a Rua Direita e a Rua de Santo António, era antigamente a “Via Sacra”.

Mais baixo na Rua Bispo Idácio, descobrimos um novo espaço público muzealisado, o Arquivo Municipal, conhecido como a Casa dos Calvões, com uma exposição de peças romanas encontradas durante a renovação do prédio desde 2007 e restos de casas da época romana.

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Continuamos o nosso périplo e vêmos mais um resto da muralha que envolvia a cidade (Postigo das Caldas) na interseção da Rua do Poço e do Largo do Postigo. O prédio branco ao lado direito deve ser demolido brevemente. Aprendemos que a Rua General Sousa Machado era a rua da Judiaria e o arqueólogo nós mostra uma casa onde era provavelmente situada uma sinagoga.

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Continuando o nosso percurso, chegamos a um recém bar mesmo acima da muralha numa rua sem saída, chamado “Ilha do Cavaleiro”, nome do local. A tradição popular conta que, “em tempos muitos recuados, um cavaleiro apaixonado, fazia por ali correrias, na mira da conquista de algumas moças, que ali iam encher a sua bilha no poço que lhe ficava junto. Certo dia, com tanto ânimo e precipitação o fez que o seu cavalo, na fogosidade, tentou saltar o muro sobre a muralha, ficando tem-te não caias, isolado o islado. Só depois de muito trablaho e risadas do mulherio é que o cavaleiro saiu da sua ilha, meio envergonhado.” [extracto do livro “Toponímia Flaviense” de Firmino Aires].

Finalmente, chegamos ao fim da cidade medieval (na Rua do Postigo das Manas), onde tentamos imaginar uma larga porta que representava a entrada da cidade. Frente ao Tribunal no Largo Arrabalde, vê-mos o progresso dos trabalhos que estão a ser feitos para a construção do Museo das Termas Romanas, cuja abertura está prevista para breve, talvez em novembro. As termas romanas que datam do século 1 foram descobertas há uma decenia com a renovação do Largo. As termas representam ums vestígios únicos e grandiosos quando sabemos que desapareceram no século 4 quando houve um sismo na região. Ossos de adultos e crianças foram encontrados, deixando pensar que ficaram enterradas debaixo mais não houve nenhuma tentiva de secorro nesta época nem para salvar as pessoas nem para retirar os escombros que esconderam as termas. As termas ficaram perdidas nas memórias… até recentemente. Ainda mais surpreendente é que a zona que foi encontrada representa só 40% do balneário que existia na época romana. As termas eram únicas pelo comprimento que começava algures no principio da Rua Santo António e ia até em baixo no rio Tâmega com acesso pelas umas escadas. O balneário utilizava também um sistema novador, feito todo de granito, e o topo era em madeira porque mais condutora que a pedra.

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A nossa visita acaba com a Ponte Romana, o maior legado da época, cujas marcas e Padrão dos Povos originais estão expostos no Museu da Região Flaviense, estes estando apenas copias. Uma observação em relação aos arcos (uma dúzia de arcos visíveis) cujos algums foram soterrados pelas obras efectuadas na década de 1930 mais também observamos que os arcos na direção ao Largo Arrabalde estão bem longe do rio, provando que a Tâmega era mais larga… Até a próxima visita !

The Festival of the People in Chaves – Guided Tour in Aquae Flaviae

Guided tours were organized as part of the Festival “Festa dos Povos” on Saturday th 22nd and Sunday the 23rd in the morning. Being from Chaves since forever, I already know a lot about the city but it’s always interesting to hear again about its history, even more when it’s told by an archeologist. Thus, I decided to go to the Tour on Sunday and the archeologist Rui led us through the Roman city Aquae Flaviae for more than 2

Meeting is at 10am in the Praça de Camões with an overcast sky and rain threatening. We are around 30 people there. We start with a visit of the Região Flaviense museum where muliple items and remains from the Roman period are exposed. Then, we go directly to the castle where we can see the remain of the 17th century stone wall. We learn that the garden of the castle was the cavalry barracks until the 50s and the districts all around were an old Roman cemetery. The Santa Catarina Chapel which is today located in the Rua do 1o Dezembro, was before in the garden of the Castle.

We keep on walking on Rua Tulha to admire the old wooden medieval balconies. All the houses are connected each others by a door which in the medieval times and times of wars and conflicts, was used by the people to run away.

Let’s go to Rua Bispo Idácio to discover that an old Chapel ornated with the oldest Coat of Arms of Chaves, is hidden behind the Employment Center building. We can also see that church from the street behing (rua de Santo Antonio).

We continue and enter into City Hall offices which were entirely renovated and adapted in a exhibition space, mixing  modern desks with stone wall remains and other Roman vestiges. In the 17th century, the building was actually the jail of Chaves and then the Police quarters until the 80s.

The current Rua da Trindade located between the two main streets (Rua Direita and Rua de Santo António) was the so-called “Sacred Way”.

Farther, in Rua Bispo Idácio, we discover a new exhibition building, the Municipal Archives known as “Casa dos Casa dos Calvões” where are exposed several Roman items found during the renovation of the building since 2007, as well as remains of Roman houses outside.

The Tour continues throughout the narrow streets in the center and we can see another remain of the stone wall which surrounded the city in the Postigo das Caldas (intersection of Rua do Poço e do Largo do Postigo). The white building located on the right is to be demolished very soon. We also learn that the Rua General Sousa Machado was the Jews’ street and the archeologist shows us a house that was probably a synagogue.

As we continue to wander, we arrive at a brand new bar installed above the stone wall in the dead end street, and called “Ilha do Cavaleiro”.

Finally, we arrive at the end of the medieval city (in Rua do Postigo das Manas), where we try to imagine a large gate which represented to the main entry of the city. In front the City Court in the Largo Arrabalde, we can see the progress of the works which are being done for the construction of the new Roman Baths Museum, and which will be opening soon, hopefully in November. The Roman Baths date bakc to the 1st century and were discovered about 10 years ago when the square went through renovation. The Roman baths are unique. We know they disappear in the 4th century during an earthquake which triggered in the region. People and children’s bones were found there suggesting that they were burried and nobody tried to save them nor to clear the baths. Thus, the Roman baths of Chaves disappeared from memory… until now. Which is even more surpring is that the current zone represents only 40% of the entire Roman baths that existed during Roman times. The baths were unique because of their lenghth, starting somewhere at the beginning of Rua Santo António and ending in the Tamega river where there was an access by a staircase. The baths also used an innovative system, built entirely in granite, topped by wood which is more conductive than stone.

Our Tour finishes with the legendary 2000 year-old Roman Bridge, whose columns and “Padrão dos Povos” are exposed the Região Flaviense Museum, these ones being only replicas. An observation related to the arches (a dozen of visible arches). Some og them were buried during the roadworks in the 1930s but we can also notice that the arches when going to the Largo Arrabalde are pretty far away from the river, which is an evidence that the river was one wider… See you at the next tour !

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