Sintra, paisagem romântica

Com os seus antigos baluartes, os seus palacios privados, os seus edifícios de estilo barroco, a região de Sintra que situa-se a poucos quilômetros de Lisboa, oferece uma paisagem atípica. A razão é que Sintra era um importante lugar do Romantismo no século XIX. Os artistas românticos eram convidados pela Monarquia Portuguesa e a aristocracia lisboeta, que moravam em Sintra desde muito tempo, fugindo os 40 graus de Lisboa no verão. Este movimento artístico alterou a paisagem: o ambiente é excepcional, a architectura é diversificada e a vegetação inclui plantas locais e essências exóticas…

O Palácio da Pena, o mais imponente, domina a região a 500 metros de altitude. A construção do Palácio foi finalizada em 1885 depois de 46 anos de obras. Depois da proclamação da República em 1910, o edifício passa a ser propriedade do estado e abre ao público. A arquitectura do Palácio da Pena é uma mistura de motivos góticos, manuelinos, mouriscos, medievais e florentinos embelezados de símbolos em relação com a natureza tal como o Tritão. Nas áreas envolventes do Palácio, o Parque Natural de Sintra é totalmente artificial e foi construído por ordem do rei D. Fernando ao mesmo tempo que o Palácio, à maneira dos jardins românticos, com caminhos serpenteantes, pavilhões e bancos de pedra a pontuar os percursos e com uma variedade de plantas exóticas provenientes dos quatro cantos do mundo. Mais de 150 variedas de plantas orundas de México, Brasil, Nova Zelândia, Japão, África do Sul e Austrália, entre outros, foram plantadas. A vista do Palácio sobre o Oceano Atlântico foi também vontade do Rei. A confluência entre este 3 elementos, o Palácio, o Parque e o Mar vale a este espaço estar listado pela UNESCO como património mundial.

A montanha de Sintra é conhecida desde os Tempos Antigos Gregos e Romanos como o Monte da Lua, um dos lugares sagrados em Portugal. Construíram-se lugares de culto como a Capela de St Sernin no século XII, hoje em ruínas, reconstruída no século XVII pela Capela da Nossa Senhora da Conceição. São lugares de culto construídos sobre antigos sitios pagãos, típico dos cultos que se encontram nos finisterres. Curiosamente, nos vestígios arqueológicos levados na região, descobriu-se perto dos dolmens, ossos em forma de luas crescentes em calcario e oro, o que revela que já havia nesta altura um conhecimento da simbólica da serra e a Capela da Nossa Senhora da Conceição foi construída sobre uma lua crescente.

O Palácio de Monserrate e os seus jardins pertenciam a um inglês e são de inpsiração britânica. Um Palácio neogótico foi edificado sobre as ruínas de uma velha capela, em 1790 e teve vários proprietários todos ingleses. O último proprietário Francis Cook, um rico industrial inglês, contribui em 1858 ao aspeto que o palácio tem hoje, e uma mistura de influências indiana e árabe rodeada por muitas plantas exóticas. No jardin do palácio, o Senhor Cook mandou construir uma falsa ruína. As ruínas faziam parte do conceito do jardim romântico que misturava construção humana e natureza.

Finalmente, uma outra construção que reforça a paisagem romântica e spiritual de Sinta, A Quinta da Regaleira.

A Quinta da Regaleira constitui um dos mais surpreendentes e enigmáticos monumentos da Paisagem Cultural de Sintra. Na atmosfera mágica dos seus cénicos jardins e na sua arquitectura, qual sinfonia de pedra, revela-se a dimensão cósmico e poética de uma Mansão Filosofal lusa e num universo imaginário de símbolos e matáforas.

 

Sintra,  a romantic landscape

With its strongholds, its private palaces, its baroque buildings, the region of Sintra which is located a few kilometers away from Lisbon, offers a unique landscape. The reason is that Sintra was a major place of Romanticism in the 19th century. The romantic artists were invited by the Portuguese monarchy and the aristocracy of Lisbon, who lived in Sintra for a long time avoiding the 40 degrees of Lisbon during the summer. This artistic movement altered the landscape: the atmosphere there is unique, the architecture is diverse and the vegetation includes local plants and exotic species…

The Pena Palace, the most imponent, dominates the region at an altitude of 500 meters. The construction of the Palace ended in 1885 after 46 years of works. Following the proclamation of the Republic in 1910, the building became the property of the State and opened to the public. The architecture of the Pena Palace is a mix of Gothic, Manueline, Moorish, Medieval and Florentine styles embellished with symbols in relation to the nature like the Triton. In the surrounding area, the Sintra Natural Park is totally artificial and was constructed by order of the King Fernando at the same time as the Palace, on the way of romantic gardens, with winding paths, pavilions and stone benches along the way and with a variety of exotic species from

More than 150 varieties of plants from distant locations such as Mexico, Brazil, New Zealand, Japan, South Africa and Australia, among many others, were planted. The view from the Palace over the Atlantic ocean was also the King’s will. Thanks to the confluence of these 3 elements, the Palace, the Park and the Sea, the entire Sintra landscape is on the UNESCO world’s heritage list.

The mountain of Sintra has been known since the times of the Ancient Greece and Roman times as the Mountain of the Moon, one of the sacred places in Portugal. Places of worship were built there such as the Chapel of Saint Sernin in the 12th century, now in ruins, rebuilt in the 17th century by the Chapel of Our Lady of the Conception. These places of worship were built on ancient pagan places, typical of the cults who could find in the finisterres.

Surprisingly, in the archaeological excavation carried out in the region, small bones made of limestone and gold, and shaped like crescent moons were found near the dolmens. This indicates that at this time, people already knew the symbolism and the Chapel of Our Lady of the Conception was built over a crescent moon.

The Monserrate palace and its gardens belonged to an English man and are thus of British style. A neo-Gothic Palace was built on the ruins of an ancient chapel in 1790 and had several owners who were all British. The former owner Francis Cook, a rich English industrial gave the palace its current appearance in 1858, a blend of Indian and Arab influences, surrounded by multiples exotic plants. In the garden of the palace, Mister Cook also ordered the building of a false ruin. Indeed, the ruins were part of the romantic garden concept which mixed human construction and nature.

Finally, another construction enhancing the romantic and spiritual landscape of Sintra, the Quinta da Regaleira.

The Quinta da Regaleira is one of the most surprising and enigmatic monuments of the Sintra Cultural Landscape. Bought at the end of the 19th century by the millionaire António Augusto Carvalho Monteiro, the building of the Quinta began at the beginning of the 20th century with the design of the respected Italian architect Luigi Manini.

In a magical scenario of dramatic gardens, the architecture, like a symphonic poem in stone, reveals the cosmic dimension of a Lusitanian philosopher’s mansion, and an imaginary universe of symbol and metaphor. The most syncretic spiritual traditions of humanity merge here. These are the symbols of the Templars and the Mason, as well as the coded language of alchemy – palaces, wells, grottoes and gardens.

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