Palácio e Parque Nacional da Pena

Situado num dos cumes fragosos da Serra de Sintra, o Palácio Nacional da Pena ocupa o espaço do antigo mosteiro dos Jerónimos, atingido pelo terramoto de Lisboa de 1755 e depois deixado ao abandono desde 1834 com a extinção das ordens religiosas. Em 1838, o rei D. Dom Fernando de Saxe Coburgo-Gotha, marido da rainha D. Maria II, encantado com o local, adquiriu o edifício, a cerca, a mata e o Castelo dos Mouros, numa área de 200 hectares, iniciando de imediato a construção da estrada de acesso, desde São Pedro de Sintra e entregando as obras ao arquitecto Alemão Ludwig Von Eschwege. O mosteiro compunha-se do claustro e dependências, da capela, sacristia e torre sineira, e da hospedaria, que constituem hoje o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho.

Fernando também fiz efectuar reparações no antigo mosteiro que, segundo fontes da época, se encontrava em muito mau estado. Remodelou todo o piso superior, substituindo as catorze celas por salas de maiores dimensões e cobrindo-as com as abóbadas que hoje vemos. Cerca de 1843, o rei decidiu ampliar o Palácio através de uma nova ala (Palácio Novo) com salas de ainda maior dimensão, de que é exemplo o Salão Nobre, rematando-a com um torreão circular junto às novas cozinhas.

Primeiro exemplo de arquitectura Romântica em Europa, o Palácio da Pena fantasioso do século XIX revela ter uma forte influência do romantismo alemão mais mistura vários estilos decorativos manuelinos, germânico, gótico, mouro e renascentista. Destaca-se no interior o claustra, único vestígio do antigo mosteiro com bonitos azulejos e arcos.

Acabamos a visita do palácio e andamos pelo Parque da Pena. O Parque que ocupa uma área de cerca de duzentos hectares, em torno do Palácio, é um verdadeiro templo de paz. Foi mandado plantar e arborizar no terceiro quartel do século XIX, por Dom Fernando II. De estilo romântico, o Parque surge como prolongamento óbvio do Palácio, com cerca de trinta construções (jardins, pontes, grutas, bancos de jardim, pérgulas e fontes) e uma variedade de plantas exóticas, trazidas dos mais remotos pontos do mundo.

The Pena Palace and National Park

Located in one of the arid peaks of the Serra de Sintra, the National Palace of Pena occupies the space of the old Jeronimo monastery, destroyed by the 1755 Lisbon earthquake and abandoned following the state’s extinction of the Religious Orders in 1834. In 1838, King Ferdinand, husband of Queen Maria II, is delighted by the site and acquired the building, the fence, the forest and the Moorish Castle, in an area of ​​200 hectares. He ordered right away the construction of the access road from São Pedro de Sintra and entrusts the works to the German architect Ludwig Von Eschwege. The monastery consisted of a cloister with its adjoining rooms, together with the chapel, sacristy and bell-tower, and also a guesthouse. These buildings together make up what is today the northern nucleus of the Palace of Pena or “Old Palace”.

King Ferdinand also ordered some repairs to the former monastery, which, according to the historical sources of that time, was in very bad condition. He refurbished the whole of the upper floor, replacing the fourteen cells used by the monks with larger-sized rooms and covering them with the vaulted ceilings that can still be seen today. In roughly 1843, the king decided to enlarge the palace by building a new wing (the New Palace) with even larger rooms (the Great Hall is a good example of this), ending in a circular tower next to the new kitchens.

The Pena Palace is the first example of the romantic architecture. When transforming the Palace, King Ferdinand said he was strongly influenced by the German Romanticism. The palace was built in the 19th century and blends different decorative styles: Manueline, German, Gothic, Moorish and Renaissance. Inside, there is a cloister which is the unique vestige left from the old monastery, with beautiful arches and blue tiles panels.

Once we have finished visiting the palace, we go for a walk in the Pena Park. With an area of about 200 hectares all around the Palace, it is a true temple of peace. It was ordered to plant and afforested in the third quarter of the 19th century, by Dom Fernando II. Made in a romantic style, the Park is an evident extension of the Palace, with about thirty buildings (gardens, bridges, caves, garden benches, pergolas and fountains) and a variety of exotic plants brought from the most remote parts of the world.

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s