A Igreja de Santa Maria Maior

A Igreja de Santa Maria Maior, também conhecida por Igreja Matriz, é uma edifício religioso de raiz medieval que apresenta uma grande riqueza de estilos, românico, maneirista e tardo-barroco, testemunhos das várias fases e intervenções que sofreu ao longo dos séculos.

Durante o período romano, Aquae Flaviae (nome romano da Cidade de Chaves) era já sede de bispado cristão, sendo bispo Idácio de Limia, mas o primitivo templo terá sido destruído durante as invasões bárbaras. Segundo os primeiros escritos sobre este templo românico que datam das Inquirições Afonsinas de 1259, terá sido reconstruído pouco antes dessa época, talvez no século XII, sobre as fundações dos templos anteriores do período Visigótico.

Da estructura medieval perduram ainda a imponente torre sineira e o seu portal românico. No século XVI, o edifício sofreu uma grande reforma edificativa, integrando na estrutura românica dois magníficos portais maneiristas, uma na fachada principal, coroada por óculo circular com a imagem de Cristo, e outro na parte lateral norte, encimado por dois medalhões com as imagens de S. Paulo e S. Pedro. O interior preserva a estrutura medieval com três naves, separadas por colunas graníticas cilíndricas unidas por arcos de volta inteira. O tecto é em madeira de castanho e data do século XIX. A capela-mor mostra também as inovações do renascimento, com um triunfal arco ogival e abóbada polinervada. Já os elementos tardo-barrocos encontram-se presentes sobretudo nos retábulos das capelas e no órgão.

 

The Parish Church

The Church of Santa Maria Maior, also known as Parish Church, is a religious building, of medieval roots, which features a great richness of styles, Romanesque, Mannerist and late Baroque, testimonies of several stages and interventions that it has undergone over the centuries.

During the Roman period, Aquae Flaviae (Roman name of the City of Chaves) was already the main Christian diocese, the bishop being Idácio de Limia, however the original temple has been destroyed during the Barbarian invasions.

According to early writings about this Roman temple dating back from the Afonsine Inquests of 1259, the temple may possibly have been rebuilt before this period, probably in the 12th century, on the foundations of previous temples from the Visigothic period. 

Of medieval structure, the imposing bell tower and its Romanesque portal still remain. In the 16th century, the building underwent a major renovation, integrating in its Romanesque structure two magnificent Mannerist portals, one on the main façade, crowned by a circular oculus with the image of Christ, and another on the north side, surmounted by two medallions with the image of St. Paul and St. Peter. The inside preserves the medieval structure with three naves, separated by granitic and cylindrical columns and perfect arches. The roof is made of chestnut roof and dates back from the 19th century. The main chapel also shows the innovations of the Renaissance, with a triumphal high-arched and ribbed vault. The late Baroque elements are mainly present in the altarpieces of the chapels and the organ.

Um pensamento sobre “A Igreja de Santa Maria Maior

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s