Altar romano na bibilioteca

Ao entrar na Biblioteca Municipal de Chaves, no lado direito do átrio, podemos ver exposto um vestígio da época romana, um altar definida como Fabius Fortunatus. Um painel explica a origem deste altar (fonte : Antonio Rodríguez Colmenero / Aquae Flaviae I., Fontes epigráficas da Gallaecia meridional interior, 2a edição, Câmara Municipal de Chaves, DL 1997).

Diz o seguinte :

Altar romano com base, fuste e capitel. O voto ou inscrição está gravado no fuste, como era frequente, embora pudesse estender-se ao capitel. Na parte superior do capitel, existe um pequeno orifício, denominado foculus, no qual era queimado o fogo sagrado, na parte lateral do fuste, dois orifícios denunciam a existência de uma patera, sobre a qual se colocavam oferendas à divindade.

A sua procedência é duvidosa, já que Hübner lhe atribui uma origem de ‘Avelães, no termo de Chaves’, dando-a como desaparecida, enquanto que Cardozo, Rússel Cortez e informações obtidas diretamente confirmam que a epígrafe procede de Vilarelho da Raia, onde foi descoberta em 1972.

Duvidamos, inclusive, contra o parecer de Le Roux-Tranoy, de que seja esta a inscrição à qual Hübner se refere.

Poderá datar-se do século II, se bem que não com uma certeza absoluta.

A inscrição é a seguinte :

I(ovi) O(ptimus) M(aximo)

Ex voto

Pro Fl(avi)

[T]er(entiani) s(alute) Fa(bius)

[F]ortu

Natus

Posui.

 

A interpretação é a seguinte :

Fábio Fortunato dedicou esta oferenda a Júpiter Óptimo Máximo pela saúde de Flávio Terenciano.

 

Roman altar in the library

When entering the Public Library of Chaves, in the right side of the atrium, we can see in exhibition a vestige of the Roman period, an altar defined as Fabius Fortunatus. A sign explains the origin of this altar (source : Antonio Rodríguez Colmenero / Aquae Flaviae I., Fontes epigráficas da Gallaecia meridional interior, 2a edição, Câmara Municipal de Chaves, DL 1997).

It says the following :

Roman altar with a base, stem and capital. The inscription is engraved on the stem, as it was often the case, although it could extend to the capital. In the upper part of the capital, there is a small orifice, called foculus, in which the sacred fire was burned, in the lateral part of the stem, two holes denounce the existence of a patera, on which were placed offerings to the divinity.

Its origin is dubious, since Hübner attributes to it an origin of ‘Hazelnuts, in the term of Chaves’, which is missing, while Cardozo, Rússel Cortez and information obtained directly confirm that the epigraph comes from Vilarelho da Raia, where it was discovered in 1972.

We even doubt Le Roux-Tranoy’s opinion that this is the inscription to which Hübner refers.

It may date of the 2nd century, although it’s not with absolute certainty.

 

The inscription is the following:

I(ovi) O(ptimus) M(aximo)

Ex voto

Pro Fl(avi)

[T]er(entiani) s(alute) Fa(bius)

[F]ortu

Natus

Posui.

 

The interpretation is the one below:

Fábio Fortunato dedicated this offering to Jupiter Óptimo Máximo for the health of Flávio Terenciano.

 

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