O Castelo de Santo Estêvão

Bordejando a extensa planura da chamada “Veiga de Chaves”, a uma meia dezena de quilómetros para nordeste da capital concelhia e à margem esquerda do formoso rio Tâmega, fica a antiquíssima freguesia de Santo Estêvão, outrora parte integrante do vasto julgado e antiga “terra” de Montenegro, de origens pré-nacionais.

É aqui na Vila de Santo Estêvão que se encontra uma torre medieval, conhecida como o Castelo de Santo Estêvão. Datado do século XI/ XII, as primeiras referências a este local datam do século XI e mencionam uma propriedade rural de grandes dimensões, eventualmente fortificada.

Em 1212, já o castelo existia, pois foi neste ano conquistado por Afonso IX de Leão, no processo de pretensa defesa dos direitos de sua filha, a Infanta D. Teresa. Durante dezanove anos, a fortaleza esteve na posse do monarca castelhano, só sendo restituída à coroa portuguesa em 1231, data em que se celebrou o acordo de paz do Sabugal.

A posição estratégica de Santo Estêvão determinou que alguns dos contactos entre as duas coroas peninsulares passassem por ele, como aconteceu em 1253, quando D. Afonso III se deslocou ao castelo para receber a sua futura esposa, D. Beatriz.

Estes primeiros capítulos da história de Santo Estêvão provam a relevância estratégica da localidade no controlo da fronteira transmontana setentrional. O castelo que se conhece, todavia, só na tradição local assim pode ser considerado, uma vez que se trata, efectivamente, de uma torre senhorial, a que se associavam outras dependências, conforme se depreende pela existência de pontos de apoio onde deveriam assentar alpendres entretanto desaparecidos.

A Torre de Menagem do Castelo de Santo Estêvão é de planta quadrangular, organizada volumetricamente em 3 andares que conferem uma altura de alçados na ordem dos 14 metros, enquadrada por um caminho de ronda. A fachada principal, voltada a Ocidente, ostenta portal axial de arco apontado, a que se acede por escadaria; o registo superior é marcado por janela geminada, de arco trilobado. Esta solução caracteriza genericamente a fachada Norte, mas a Sul, onde o alçado se encontra mais exposto a ataques, a solução encontrada foi a de abrir três apertadas frestas.

O interior possui escadas comunicantes de madeira que permitem o acesso aos diferentes pisos, compostos por compartimentos únicos mas não é possivel entrar dentro desde que o Castelo não é um espaço visitável.

O Castelo de Santo Estêvão é classificado “Monumento Nacional” deste 1939.

 

The Castle of Santo Estevao

Bordering the extensive flatness of the “valleys of Chaves”, a half dozen kilometers northeast of the city of Chaves and on the left bank of the beautiful Tâmega River, stands the ancient parish of Santo Estêvão, once part of the vast and old “land” of Montenegro, which is of pre-national origins.

In the town of Santo Estêvão, there is a medieval tower, known as the Castle of Santo Estêvão. Dated of the 11th and 12th centuries, the earliest references to this site date back to the 11th century and mention a large, eventually fortified, rural property.

In 1212, the castle already existed since it was this year that it was conquered by Alfonso IX of León, in the process of presumed defense of the rights of his daughter, Princess D. Teresa. For 19 years, the fortress was in possession of the Castilian monarch, only being returned to the Portuguese crown in 1231, date in which was celebrated the agreement of peace of the Sabugal.

The strategic position of Santo Estêvão determined that some of the contacts between the two peninsular crowns passed through it, as it happened in 1253, when D. Afonso III moved to the castle to receive his future wife, D. Beatriz.

These first chapters of Santo Estêvão’s history prove the strategic importance of this town in the control of the northern border between Spain and Portugal. The castle of Santo Estêvão is barely considered this way in the local tradition since, it is actually a manorial tower, to which other dependencies were associated, as evidenced by the existence of supporting points where balconies and shades should settle on, meanwhile disappeared

The Donjon of the Castle of Santo Estêvão has a quadrangular plan organized on three floors that give a height of elevations of 14 meters, framed by a round path. The main façade, turned westwards, has an axial portal with a pointed arch, which can be accessed by a staircase; the upper part is marked by a semi-triangular window. This solution generically characterizes the North facade, but to the south, where the elevation is more exposed to attacks, the solution found was to open three narrow cracks.

The interior of the castle has communicating wooden stairs that allow access to the different floors, made up of unique compartments, but it is not possible to enter inside since the Castle is not accessible for visits.

The Castle of Santo Estevao is classified as a National Monument since 1939.

Fonte/Source: Chaves, de Trás os Montes… Anégia Editores

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