Jardins Quinta das Lágrimas através 7 séculos

Este jardim romântico situa-se em Coimbra na margem esquerda do Rio Mondego e serviu de palco à trágica história de amor entre D. Pedro e Inês de Castro – uma lenda que inspirou a literatura, poesia e música.

Repleta de árvores e fontes antigas, com um palácio do século XIX e ruínas neogóticas, este local de um total de 18.3 hectares, está envolto pela mais pura beleza. O palácio funciona hoje (desde 1995) como hotel de luxo rodeado por jardins com espécies de plantas exóticas, cujas algumas com mais de 200 anos. A encosta sul está coberta por um bosque, ideal para longos passeios e recentemente foi criado um Jardim Medieval, o primeiro em Portugal.

A famosa Fonte das Lágrimas, evoca simbolicamente as lágrimas e o sangue derramados por Inês de Castro quando foi tragicamente executada em 1355 por ordem do pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV por causa da sua história de amor ilícita. O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda vermelhas depois de 650 anos… “Lágrimas são a água e o nome amores”, escreveu Camões nos “Lusíadas”. Em 1650 a Quinta foi murada, fizeram-se caminhos e muros que suportam a terra e as árvores da mata e construiu-se o grande tanque que recebia a água da Fonte das Lágrimas e a encaminhava, através de um canal, para alimentar as mós do grande lagar onde se fazia muito e bom azeite.

Nos jardins da Quinta das Lágrimas, acumulam-se memórias desde o século XIV, tanto nos elementos construídos, como nas suas árvores, nas suas lendas populares e na verdadeira história. O documento mais antigo onde a Quinta e referida data de 1326, ano em que a Rainha Santa Isabel mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento de Santa Clara. Ao sítio de onde saia a água chamou-se “Fonte dos Amores”, por ter presenciado a paixão de D. Pedro, neto da Rainha Santa, por Inês de Castro. Em 1813, o Duque de Wellington esteve na Quinta das Lágrimas a convite do seu ajudante de campo, António Maria Osório Cabral de Castro, dono da Quinta e antepassado dos actuais proprietários. Para festejar foram plantadas duas Wellingtonias (Sequoia gigantea) e ergueu-se uma lápide com a célebre estrofe dos “Lusíadas” que situa a história de Pedro e Inês na Quinta. Miguel, filho de António, manda construir (por volta de 1850) um jardim romântico, com lagos serpenteantes e árvores exóticas e raras, às quais o micro-clima da Quinta deu um porte impressionante passados dois séculos.

Seu sobrinho, D. Duarte de Alarcão Velasquez Sarmento Osório, bisavô dos actuais proprietários, constrói junto à entrada da mina mandada fazer pela Rainha Santa uma porta em arco e uma janela neo-góticas, que dão acesso ao mundo misterioso da mata da Quinta. O século XIX testemunhou várias visitas reais, desde o Imperador do Brasil ao Rei D. Miguel de Portugal.

Gardens Quinta das Lágrimas throughout 7 centuries

Located in Coimbra, on the left bank of the River Mondego, the Quinta das Lágrimas served as a stage for the tragic love story between Prince Pedro and Inês de Castro – a legend that has inspired the littérature, poesy and music. 

Full of trees and ancient fountains, with a 19th-century palace and neogothic ruins surrounded by the purest beauty, this place occupies a total area of 18.3 hectares. The palace now operates (since 1995) as a luxury hotel, surrounded by gardens filled with exotic plant species, some of which over 200 years old. There are woodlands on the southern slope, which are ideal for taking long walks, complemented by the recently created Mediaeval Garden, the first of its kind in Portugal.

The famous Fonte das Lágrimas (meaning Fountain of Tears) represents symbolically  the tears and blood shed by Inês de Castro when she was tragically executed in 1355 by order of D. Pedro father, King Dom Afonso IV for her illicit love affair. According to the legend, the blood of Inês remains in the stones of the canal, still red after 650 years… Camões wrote in the Lusiads “Tears are the water and name is Love”. In 1650 the Quinta was enclosed, they did pathways and walls that support the forest soil and trees and they built a large tank that received the water of the Fonte das Lágrimas and brought it, through a canal, to feed the mill stones of the big mill where they would make plenty of good olive oil.

In the Gardens of the Quinta das Lágrimas, there are memories from the 14th century, not only in the built elements, but also in the trees, in the popular legends and the real history. The oldest document referring to the Quinta dates back to the 1326. That is the year when the Queen Saint Isabel requested a new canal to carry water from the springs in the property to her nearby Convent of Saint Claire. The place from where the water springs is called the “Fountain of Love” (Fonte dos Amores) for it witnessed the passionate love of Queen Isabel’s grandson D. Pedro with Inês de Castro.

In 1813, the Duke of Wellington was a guest at Lágrimas Estate, at the invitation of his aide-de-camp, António Maria Osório Cabral de Castro, owner of the Quinta and ancestor of the current owners. To celebrate the event two Wellingtonian trees (Sequoia gigantea) were planted and a tablet with the inscription of the famous stanza from “The Lusíadas” on the love story of Pedro and Inês posted on one of them. Around 1850, Miguel, António’s son, had a romantic garden planted and built with winding lakes and exotic and rare trees that two centuries later thrive in the micro climate of the Quinta.

His nephew and the great grandfather of the current owners, D. Duarte de Alarcão Velasquez Sarmento Osório, erected an arch entrance and a neo-gothic window at the entrance of the mine which the Queen Saint Isabel had built. The door and window are the gateway to the mysterious world of the wood. The 19th century bore witness to several royal visits, from the Emperor of Brazil to King Miguel of Portugal.

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