Vestígios romanos no Castro de Curalha

A civilização romana deixou alguns vestígios, em Curalha, nomeadamente no Castro de Curalho. Este povoado fortificado assentou, em um estratégico alto sobranceiro ao Tâmega, dominando o rio, a larga zona de terras férteis de Curalha e a antiga estrada romana de Chaves a Braga (hoje N131). O outeiro, que atinge a cota dos quatrocentos metros, destaca-se perfeitamente na paisagem circundante, sendo dominado no topo por um enorme pinheiro manso. Trabalhos de escavação, de valorização e de conservação do local decorreram durante uma década (entre 1974 e 1984), inicialmente orientados pelo arqueólogo Santos Júnior. O designado ‘Castro’ de Curalha é provavelmente da Idade de Ferro, e foi posteriormente romanizado e teve ocupação até ao período medieval.

Com um perímetro de 240 metros, o Castro de Curalha está rodeado por três muralhas ainda existentes, concêntricas en pirâmide, com alturas entre os 3 e os 5 metros, ao longa das quais se alinham casas semi-construídas. Haveria três entradas de acesso no passado. Como é comum nos castros da antiga Gallaecia, pensa-se que tem uma origem pré-romana que remonta ao século VIII a.C. No entanto, ocupações subsequentes ocorreram, provavelmente até ao século II ou III, possivelmente pelos romanos ou até mesmo pelos visigodos, visto que é notória a reconstrução das estruturas dos edifícios de habitação, com a particularidade de estes se diferenciarem da estrutura comum circular dos edifícios na cultura castreja e apresentarem uma forma quadrada. As muralhas formam no entanto o típico fortificado circular no topo de um monte que é comum à maior parte dos castros. Várias peças foram achadas nessa zona : numerosos fragmentos de cerâmicas indígenas (castrejas) e de influência romana, mós manuais circulares em granito, tégula e outra cerâmica de construção, moedas, contas, objectos de bronze e escórias diversas, atestando uma ocupação da Idade do Ferro e subsequente Romanização. Os achados foram entregues ao Museu da Região Flaviense na Cidade de Chaves.

Roman remains in the Castro of Curalha

The Roman civilisation left some vestiges, in Curalha in particular in the Castro of Curalha. This fortified settlement laid in a strategic top overlooking the Tamega river, the large area of fertile land of Curalha and the old Roman road, from Chaves to Braga (today N131). The 400-meter high hill perfectly outstands in the surrounding landscape, being dominated on the top by an enormous stone pine. Excavation, valorization and conservation works in the location ran for a decade (between 1974 and 1984), initially managed by the archaeologist Santos Júnior. The designated ‘Castro’ of Curalha probably dates back from the Iron Age and was subsequently romanized and was occupied until the Middle Ages.

With a 240-meter perimeter, the Castro of Curalha is surrounded by three already existing ramparts, in pyramid, reaching a height of 3 to 5 meters, along which half built houses are aligned. There would be 3 entrance doors in the past. As it was common in the Castros of the ancient Gallaecia, it is believed that it has a pre-Roman origin that dates back to the 8th century B.C. In the meantime, following occupations happened probably until the 2nd or 3rd century, possibly by the Romans and even by the Visigoths, given the notable reconstruction of the housing structures, with the specificity of being square shaped although the Castro culture would have circular structures. The ramparts form the typical fortified round on the top of a hill which is common is most of the castros.

Several pieces were found in that area : numerous fragments of indigenous ceramic (castrejas) and of Roman influence, handmade circular millstones in granite, tegula and other construction ceramic, coins, bills, bronze objects and different slags, providing evidence of an occupation of the Iron Age, following by the Romanization. The findings were handed to the Museum of the Flaviense Region located in the City of Chaves.

Vista aérea do Castro de Curalha fotografado desde o céu / Aerial view of the Castro of Curalha
© Cyndie Medeiros

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